quarta-feira, 20 de maio de 2009

"O Rapaz do Pijama às Riscas", de John Boyne

Sinopse: Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…



Foi um livro surpreendente! Penso que é uma óptima maneira (uma maneira mais suave) de ver o horror que foi o Holocausto e como funcionavam os campos de concentração. É, e muito bem, dirigido aos alunos de 7º, 8º e 9º ano, pelo Plano Nacional de Leitura, e além de ser extremamente bom para que estas crianças percebam como foi esse lado da história mundial, é bom para qualquer pessoa.




Sinceramente, estava longe de imaginar que o livro terminasse como terminou. Bruno visitava frequentemente Shmuel, mas sempre separados pela vedação. Bruno fez várias perguntas acerca do pijama às riscas que todos usavam do outro lado da vedação, assim como acerca do que acontecia daquele lado. Quando soube que ia voltar para a sua casa em Berlim, Bruno, juntamente com Shmuel, preparou uma despedida especial que se resumia a conhecer o outro lado da vedação. No entanto, essa visita acabou de uma forma catastrófica. Por acaso, naquele dia, Bruno, misturado com os outros judeus, foi levado para uma câmara de gás e morreu lá dentro com Shmuel, dizendo que este era o seu novo melhor amigo.




Apesar de saber como funcionavam os campos de concentração, esta história acabou por me impressionar e fiquei um pouco pensativa em relação ao assunto, ao sofrimento pelo qual várias pessoas passaram.






Ana

2 comentários:

Cristina Bernardes disse...

Olá Ana, é realmente um livro fantástico, muito bem escrito e doloroso...

Dreamfinder disse...

Este livro é simples, mas lindíssimo. O final é supremo e real. Dá que pensar...